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Artigo com opinião de Vasco Soares – A Palavra em família.

Colocado por em November 6, 2009  |  0 Comentários

Uma das entrevistas com mais conteúdo que já me fizeram.

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NÃO HÁ PALAVRA MAL DITA SE NÃO FOR MAL ENTENDIDA

As palavras em família

«Já dizia a minha avó» é uma expressão que vulgarmente nos acompanha. Por este ou por aquele motivo, todos temos uma frase que guardamos na memória, seja pelo número de vezes que nos foi dita ou pelo eco que fez dentro de nós. Há expressões que utilizamos que nos serviram e servem de estímulo e outras que funcionam como um bloqueio.

Por Rita Bruno ::  Família Cristã.  Nº Junho 2007


É no seio familiar que a criança aprende e apreende as palavras e os seus vários significados e aquilo que vamos ouvindo pela vida fora pode marcar-nos profundamente. Tanto é que são inúmeras as vezes que somos chamados à atenção para medir as nossas palavras, pois uma vez ditas produzem os seus efeitos. «Uma palavra que te escapa é uma espada que te ameaça» é apenas mais uma maneira popular de nos relembrar que «pela boca morre o peixe» e que aquilo que dizemos tem efeito nos outros.

Mas afinal qual é, efectivamente, a importância das palavras e da sua utilização para o desenvolvimento de uma criança? Poderemos traumatizar os mais pequenos com aquilo que dizemos? Bastará isso para os influenciar? O que acontece, por exemplo, quando as palavras não são acompanhadas pelos actos – surtem algum efeito? E qual a importância do culto da palavra no seio familiar?

Vasco Catarino Soares, psicoterapeuta e director da Insight-Psicologia, refere que a importância da palavra reside no facto de ela ser «fundamental para o desenvolvimento infantil. A palavra veicula ideias, desejos, sentimentos, questões. Em suma, é a forma que nos permite o relacionamento uns com os outros. É no seio da família que a criança vai aprender e apreender o mundo e, dessa forma, a palavra que existe na família vai ser a que lhe vai servir de referência». Para além da palavra que é dita, Laura Pimpão, psicóloga, reforça que é muito importante o modo como é dita. «As crianças aprendem não apenas por aquilo que aqueles que lhes são significativos dizem, mas pela forma como o dizem e pela maneira de se relacionarem com elas. O que se diz, a forma como se diz e o contexto em que se diz determinam, em parte, os limites psicológicos e sociais.» E, continua, a palavra vai constituir a base das relações sociais, pois «permite a interacção do sujeito com o meio ambiente, sendo que o contacto com vários modelos e o confronto que se estabelece vai conduzir a um alargamento das perspectivas acerca da vida e dos outros».

Podemos ver que a palavra e a linguagem actuam directamente ao nível da construção do eu pessoal e social da criança, daí a sua importância. Obviamente, as palavras, não sendo acompanhadas por actos correspondentes, perdem a sua força. Vasco Soares afirma que «entre a palavra e os actos (quando se contrariam), os actos têm sempre uma maior valoração. A criança, perante o dilema de um discurso que advoga determinados comportamentos e os actos que a família exibe, vai considerar como exemplo os actos». Para quem crê na máxima de que às crianças cabe apenas obedecer a ordens sem questionar, Laura Pimpão deixa um alerta: «Fomentar a palavra, o diálogo, enfim, o pensamento e o autoconhecimento, ajuda-nos a aprender a colocarmo-nos no “lugar do outro”. Isto se a palavra se faz acompanhar, obviamente, de comportamentos sintónicos com a mensagem que a palavra pretende transmitir. A máxima “faz o que eu digo e não faças o que eu faço” parece não se aplicar a este conceito de partilha, reciprocidade, crescimento e autonomia.»

formacao_psicoterapeutas2O culto da palavra em família

Quando falamos no poder da palavra, não nos queremos referir apenas ao diálogo ou àquela «conversa de pé de orelha» entre pais e filhos quando é necessário sentar à mesa para esclarecer algum assunto, mas a tudo o que é dito, muitas vezes sem uma intenção clara. «De facto, há palavras que geram “mau-trato”, que “deitam abaixo” que “dilaceram”… Por outro lado, a prática do uso de palavras emocionais, positivas, que ajudam a construir a pessoa percepcionando-se com valor, ajuda a criar um ambiente seguro, onde a criança sinta que pode dizer o que sente, incluindo as emoções negativas (tristeza, medo, raiva…)», reforça a psicóloga.

Tomemos alguns exemplos como a repetição de ideias ou até ditados populares utilizados com frequência; ambos podem funcionar de forma positiva ou negativa. Ouvir repetidamente palavras de incentivo pode ser motivador, da mesma forma que ouvir palavras de recriminação pode ser demolidor. «Se me disserem repetidamente “és um desastre, não fazes nada bem… só me dás desgostos…”, será certamente muito diferente do que se me disserem “não está bem aquilo que fizeste, estou magoado, mas acredito que tens capacidade para fazer melhor / mudar. Estou desapontado com o teu erro, mas continuo a gostar muito de ti…”», exemplifica Laura Pimpão. Para além disso, a repetição pode funcionar como um anti-reforço, acrescenta Vasco Soares, surtindo o efeito contrário ao que se quer enfatizar. E esclarece: «Está estudado que a informação redundante pode ser cansativa e aversiva, pois transmite à criança que não confiam nas suas capacidades (Já ouvi! Já me disseste várias vezes! Não sou surdo! Não sou estúpido, percebi da primeira vez).»

Algo tão «inofensivo» como um ditado popular pode acompanhar o desenvolvimento cognitivo de uma criança, transformando-se numa verdade. «O que os ditados populares têm de positivo é facilitar a compreensão, em traços gerais, de determinado assunto (a musiquinha que os acompanha facilita a memorização). Mas o que é positivo tem igual peso negativo. A realidade e os acontecimentos relatados nos ditados populares nem sempre são tão simples como lá vêm descritos. Deste modo, uma explicação correcta desses acontecimentos é preferível a uma generalização. São as generalizações que levam à formação de estereótipos», afirma Vasco Soares. Também Laura Pimpão veicula esta perspectiva, acrescentando que o perigo dos provérbios é «serem conclusivos» e extremados na ideia de bom e mau. «Os provérbios têm endereços bem definidos: acusando, definindo, defendendo, consolando, propiciam ao ouvinte um carácter sábio, analítico e, acima de tudo, são conclusivos. É importante, pois, considerarmos que os provérbios, isoladamente e quando mal interpretados, podem também ser perigosos, induzir ao erro, distorcer situações, justificar vícios ou encorajar maus costumes. Precisamente por serem conclusivos, podem ajudar a que a criança não desenvolva a capacidade de pensar os pensamentos, como se de uma sentença se tratasse, trancando-a nas amarras da culpabilidade e da frustração, por não conseguir atingir essa conduta inacessível que só os “bons” contrastando com os “maus” conseguem.»



A Mentira nas Relações Conjugais e com as Crianças

Colocado por em October 30, 2009  |  0 Comentários

Entrevista que me foi solicitada por uma revista nacional.


1. O que pensa da mentira no seio de uma relação? Pensa que em alguns casos as mentiras podem salvar um casamento? Nesse sentido, será aceitável mentir?

No seio de uma relação, em que ambos estão comprometidos e realmente dispostos a investir, a mentira (que põe em causa a relação) é sempre algo de negativo, pois esta pode sempre vir a ser descoberta, e aí já existem 2 factores negativos: 1- Ter mentido durante x tempo. 2- O facto de se ter mentido a um dos elementos suscita sempre a dúvida quanto ao investimento e amor que se coloca na relação. Deste modo a mentira dificilmente poderá salvar um casamento. A única coisa que pode salvar é um casamento também ele de mentira. Qual a qualidade de um casamento que tem no seu seio a mentira? Não será melhor sair de um casamento quando não se tem confiança suficiente no outro para lhe contar a verdade?

stress4

2. Em geral, quem mente mais? O homem ou a mulher?

Ambos mentem. Embora o tipo de mentira seja diferente. Os homens mentem mais a respeito de relações extraconjugais. As mulheres relativamente a questões económicas (compras, tratamentos de beleza) e relativamente à relação sexual do casal (desprazer que experimentam).

3. Qual o tipo mais comum de mentira entre os casais?

O tipo de mentira mais comum nos casais prende-se com as relações sexuais. As mulheres com a falta de prazer que sentem na relação. Os homens com a procura de outras parceiras ou de erotismo (pornografia na internet).

4. Como se lida com a mentira numa relação após saber a verdade?

A maior parte das pessoas lida com choque (1ª fase) e depois com conformismo. Por questões de comodismo e falta de confiança em si mesmo (acreditarem que é mais fácil deixar como está do que procurar melhores relacionamentos) estas pessoas acaba por aceitar (mas não realmente) estas mentiras e continuam sem grandes expectativas nas relações. Uma percentagem mais pequena das pessoas não aceitam a mentira (consoante a gravidade) e acabam as relações por esse motivo.

5. Há muita gente a ir às consultas com o motivo de superar uma mentira?

Há muita gente a procurar as consultas psicológicas por causa da mentira. Uns porque foram alvo de mentira (que põem em causa as suas relações). Outros porque mentem e não se sentem bem nesse papel.

Em última análise, o que ambos procuram é uma maior compreensão do porquê. O que levou a que as coisas acontecessem assim. E o que realmente é importante é perceber porque nos mentiram. Teremos nós feito algo que tivesse provocado essa mentira? Ou vivíamos numa relação de mentira?

6. E no âmbito do relacionamento do casal com os filhos. Acha saudável as chamadas “mentiras piedosas”?

Depende do grau da mentira piedosa. Mas por regra sempre que consigamos traduzir a verdade para palavras e formas suaves (mesmo os assuntos mais graves podem ser traduzidos para formas acessíveis às crianças) que possam ser percebidas pela criança devemos optar pela verdade. Todavia, quando essa verdade é dura devemos sempre escolher muito bem as palavras e dar suporte emocional à criança. Assim, construímos uma relação de confiança e dotamos a criança de capacidade para suportar a realidade, pois há o suporte emocional que possibilita a compensação e há um adulto de confiança que não engana e ajuda. Contar uma verdade dura (sem a traduzir) e não dar suporte à criança é altamente cruel. Quando se acha que não se vai conseguir contar a verdade aos filhos, o melhor é pedir ajuda a um profissional de psicologia.

Isto não significa que as crianças tenham que saber tudo. Em especial, no que toca à vida intima do casal. Surgiu nos últimos anos a ideia de que se devia falar da vida do casal aos filhos. Essa ideia não corresponde aos interesses da criança e não é nada saudável, deve sempre existir uma reserva de intimidade em qualquer relação, seja perante os filhos, seja perante terceiros.

7. Há muitos pais que mentem aos filhos?

Sim. É muito comum os pais (mãe e pai) mentirem aos filhos. Grande parte dessas mentiras até nem são muito graves. Mas também é verdade que as crianças sabem que lhes estão a mentir. Deste modo, as crianças também vão aprendendo a mentir, muitas vezes sem necessidade. Vão aprendendo a mentir porque o observam nos adultos e os vão imitando (toda a criança quer crescer e ser adulto).

8. Acha que a criança mais tarde ressentirá esse facto? Ou é o melhor para ela?

Não consigo imaginar muitas situações em que uma mentira possa ser melhor do que a verdade. Mas nas poucas que existem pode-se relatar o mais próximo e acessível à capacidade de compreensão da criança. E à medida que a criança for crescendo, e quando ela perguntar, contar uma versão mais próxima da verdade. A mentira absoluta e fantasiosa tem sempre um impacto negativo a longo prazo. Nem que seja criar um adulto pouco preparado para encarar a realidade. Por outro lado, uma verdade dura contada a seco, sem cuidado ou preparação também pode ter consequências trumáticas.

9. Em assuntos tabu, como a morte ou a sexualidade, os pais tendem a mentir aos filhos? Porquê?

É precisamente nestes temas que os pais tendem a mentir mais aos filhos. Em grade parte fazem-no porque não sabem como falar destas coisas. Muitas vezes também acham que a criança vai ficar muito chocada ou traumatizada. Nestes casos diríamos estar perante um ciclo vicioso. Os pais não sabem falar destes assuntos com os filhos. Os filhos não aprendem a ouvir nem a encarar estas realidades. Quando estes forem adultos também não saberão falar e estar à vontade com estes assuntos. E assim, não os podem transmitir aos seus próprios filhos.

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Vasco Soares na SIC Notícias – Uso de Multibanco por Adolescentes

Colocado por em October 25, 2009  |  0 Comentários

A propósito da utilização do cartão multibanco, por parte de adolescentes, foi realizada uma reportagem pela equipa da SIC Notícias.
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Vasco Soares foi convidado a participar nesta reportagem.

Vasco Soares defende que o uso de multibanco pelos adolescentes deve acontecer, apenas, quando já houve um cuidado prévio na forma como se educaram os filhos para a responsabilidade.

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A Entrevista mais original que me fizeram – TwitEntrevista Alive

Colocado por em October 13, 2009  |  1 Comentário

TwitEntrevista Alive (entrevista que aconteceu no twitter), ideia original da escritora Ana Martins, que veio dotar o twitter com uma maior utilidade (penso que podemos utilizar o termo).  Aceitei com muito prazer. E não me arrependo.

Aqui fica:

TwitEntrevista Alive
Em 140 caracteres PERGUNTA em 140 caracteres RESPOSTA.
Sempre com a hashtag #TwEnt

TwitEntrevista Alive – Volta esta semana com novo convidado especial:

@vascosoares1 a quem chamei graciosamente de *ENTREVISTADO-MOR*

Timeline Twitter | dia 30 Julho de 2009| às 18h



.oO (Mas o que vou eu perguntar
a quem já tudo foi perguntado?
Se usa cuecas às bolinhas?
Não, não vou por aí…
Meto-me em cada uma!)




Psicólogo Clínico, Neuropsicólogo e Psicoterapeuta. Docente Universitário. Colaborador frequente na Comunicação Social em temas da afectividade e comportamento.
E porque ao Dr. Vasco Catarino Soares chamo entrevistado-mor?
Porque não há quem não o convoque para uma entrevista a cada parecer da sua área. A listagem seguinte de publicações que o solicitaram fala por si. Até para este formato simples de TwitEntrevista Alive (mas que consome muito do tempo que não tem) aceitou amavelmente o convite.

REVISTAS

Pais & Filhos, Sábado, Focus, Exame, Nova Gente, Click In, Happy Woman, Night & Style, Mens Health, Grazia, Notícias Magazine, Visão, Revista Ginkgo, Revista Carteira, Revista Mamãs & Bebés (Membro do comité científico e responsável pelos artigos de psicologia e comportamento)

JORNAIS

Jornal Independente, Jornal Mundo Universitário, Diário de Noticias, Jornal SOL, Jornal de Leiria, Jornal Económico, Jornal Expresso, Jornal Metro, Jornal da Madeira, Jornal 24 horas, Agência Lusa, Jornal de Negócios, Jornal O Ribatejo

SITES

Site Revista Visão, Site SAPO, Site IOL,
Site Millennium BCP, Site RTP, Site Jornal da Madeira,
Site Forum G-SAT, Site Diário Digital, Site Agência Lusa,
Site Jornal de Negócios, Site Solnet, Site AlgarveObserver,
Site Terras do Homem

OUTRAS

Várias participações como especialistas na RTP1, RTP2, RTP N, SIC, TVI, SIC Mulher, SIC Notícias e Rádio Clube Português


Vasco Catarino Soares é o DJ zebra_as_bolinhas na Blip.fm

todas as músicas blipadas durante a TwEnt por Vasco Catarino Soares e Ana Martins

pertencem à playlist zebra_as_bolinhas


Friend of the night – Mogwai


My Foolish Dream – U.F.O.


A seguir sempre pela hashtag #TwEnt ou pelo site twitterportugal.com – que se tem mostrado mais fiável ao volume de tráfego à hora que decorrem as TwitEntrevistas. Link http://twitterportugal.com/topico/TwEnt



TwitEntrevista Alive #3 @vascosoares1 a 30 Julho – Timeline Twitter

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vascosoares1: @annamartins #TwEnt Vasco Soares apresenta-se

annamartins: #TwEnt @vascosoares1 Olá Vasco, obrigada por ter aceite desafio. Começo com pergunta – certamente nunca respondeu – Psicologia é uma paixão?

vascosoares1: @annamartins #TwEnt Boa Tarde Ana. Oficialmente nunca me tinha feito a pergunta. Uma paixão crescente ao longo do curso de psicologia.

annamartins: #TwEnt @vascosoares1 Nunca *se* tinha feito a pergunta? E depois do curso terminado? Continua?

vascosoares1:@annamartins #TwEnt Continua. As descobertas e o entendimento do humano vão se tornando mais abrangentes e interligadas. Globais. (Cont.)

annamartins: #TwEnt @vascosoares1 Pode continuar o seu raciocínio, Vasco?

vascosoares1: @annamartins É esse o “fogo” que alimenta a paixão. A descoberta e o sentido, cada vez mais abrangente, do comportamento humano. #TwEnt

vascosoares1: @annamartins Depois poder ajudar quem necessita e procura #TwEnt

annamartins: #TwEnt @vascosoares1 Essa paixão transparece-lhe na ponta dos dedos! Adivinho-lhe outra? Música. Descobri no Vasco um excelente DJ.

vascosoares1: @annamartins A música é uma paixão antiga e muito larga. Que inclui muitos estilos. Mas esta é comum a quase toda humanidade #TwEnt

annamartins: #TwEnt @vascosoares1No Blip.fm o Vasco é o DJ zebra_as_bolinhas O sentido de humor é algo que lhe salta da postura correcta do profissional?

vascosoares1: @annamartins Sim. No exercício da psicoterapia o humor permitido é o do paciente. Eu posso acompanhá-lo mas não posso pôr o meu #TwEnt

annamartins: #TwEnt @vascosoares1 Um dia brincou no twitter que ia mudar a profissão para *Entrevistado*. O que nunca lhe foi perguntado, Vasco?

vascosoares1: @annamartins O que nunca me foi perguntado e que gostaria responder. Sobre o que leva a não haver justiça e imparcialidade nos sistemas judiciais#TwEnt

annamartins: #TwEnt @vascosoares1 E o que responderia a essa questão, Vasco?

vascosoares1: para os seguidores da #TwitEntrevista #TwEnt

vascosoares1: @annamartins Não há sistema judicial justo: 1) falta de conhecimento sobre comportamento humano dos agentes 2) autocentrismo deformante #TwEnt

annamartins: E eis que o zebra_as_bolinhas aparece à convocatória! RT @vascosoares1para os seguidores da #TwitEntrevista #TwEnt

annamartins: #TwEnt @vascosoares1 O que o menino Vasquinho queria ser quando fosse grande?

vascosoares1: @annamartins hehehe :) Primeiro: Formula One destruidor de carros. Teenager: filosofer. #TwEnt

vascosoares1: O Velhinho Cantor moderno #TwitEntrevista #TwEnt

annamartins: #TwEnt @vascosoares1 E agora, o que o Vasco quer ser quando for grande?

annamartins: (o zebra é mesmo às bolinhas…) #TwEnt @vascosoares1

vascosoares1: @annamartins Quero escrever um livro sobre psicologia e Justiça e contribuir para essa causa. E ser um velhinho realizado e tranquilo #TwEnt

annamartins: #TwEnt @vascosoares1 Ó Vasco, olhe que ainda ganha menos como escritor que como Entrevistado-Mor!! Para quando o seu livro?

vascosoares1: Os United Future Organization (U.F.O.) Projecto Japonês de alto nível. Um cheirinho aqui. #TwEnt

annamartins: (3 músicas e está a noite [#TwEnt] composta?) @vascosoares1

vascosoares1: @annamartins Para quando for grande. É mesmo para os netos. E claro não vou ganhar dinheiro com isso. #TwEnt

annamartins: #TwEnt @vascosoares1 Como na música do zebra_as_bolinhas, uma casa, um cavalo… Os psicólogos também têm sonhos cor-de-rosa?

vascosoares1: @annamartins Sem forem psicólogos modelos e miss qualquer coisa têm, terão sonhos cor-de-rosa. Eu tenho os normais , legítimos e realistas #TwEnt

annamartins: Uma grande casa, alguns filhos e um cavalo….” #TwEnt @vascosoares1

annamartins: #TwEnt @vascosoares1 Posso fazer uma pergunta indiscreta? (não sobre as cuecas… pleeeease :) ), mas porquê chamar zebra_as_bolinhas?

vascosoares1: #TwEnt Shulman – The Unexpected Visitor. Um visitante inesperado. Vão gostar. É meditativo.

vascosoares1: @annamartins Uma zebra faz parte de uma manada. Ora se ela tiver bolinhas e não riscas é uma zebra distinta, original. Depois é só corresponder. #TwEnt

annamartins: E corresponde. Original. Não faz parte da manada! @vascosoares1 #TwEnt

vascosoares1: @annamartins Obrigado. Educado (musicalmente) por irmã mais velha na pré-adolescência. Muita pesquisa em casas de CD fora do banal. #TwEnt

vascosoares1: #TwEnt Deliciem-se com esta pequena maravilha do Jazz Fusão. Dzihan & Kamien – Before (steno)

annamartins: #TwEnt @vascosoares1 Ora, um passarinho acaba de poisar e segredar-me que vai dar mais uma entrevista, é verdade Senhor Entrevistado-mor?

vascosoares1: @annamartins É verdade. Para Jornal i no próximo sábado. O tema é segredo e antigo. hehehe :) levantar o véu #TwEnt

annamartins: Um psicólogo oferece-as? “Traquilidade e segurança. Ofereço-vos esta. Mereçam-na” @vascosoares1 #TwEnt

vascosoares1: @annamartins Um psicólogo oferece ajuda na reflexão. A pessoa conquista a sua tranquilidade e segurança. A nossa conquista é mais verdade #TwEnt

vascosoares1: #TwEnt The Higher Intelligence Agency – Speech3. Nem toda a gente gosta.

annamartins: #TwEnt @vascosoares1 É possível levantar o véu do secretismo para o i ou teremos de aguardar com tranquilidade?

vascosoares1: @annamartins É possível levantar a ponta do véu. Aqui vai. Quanto mais velho mais gosto de ti. Serve? #TwEnt

annamartins: #TwEnt @vascosoares1 Serve. Para comprar o i a quem não sabe ler nas entrelinhas_as_bolinhas. Vasco, muito obrigada por ter aceite mostrar-se.

vascosoares1: #TwEnt American Analog Set – Taiwan

annamartins: “Costumas pensar em todas as coisas que temes? Estou feliz por te ter perto.” @vascosoares1 #TwEnt

vascosoares1: @annamartins Foi um prazer ter estado aqui. Obrigado a todos os que constroem esta rede e… Um especial para Ana Martins 1st class #TwEnt

annamartins: @vascosoares1 Parafraseando-o, Vasco, se as pessoas que constroem esta rede não fossem interessantes, não teria aceite fazer #TwEnt. Obrigada

vascosoares1: @annamartins A maturidade chega a quem pensa em si próprio, vive os seus medos e conhece as suas limitações. Seremos mais honestos #TwEnt

annamartins: “Hard to find! Hard to find? Hard to find… Esta grande banda também foi difícil de encontrar. Mas valeu a pena.” @vascosoares1 #TwEnt

vascosoares1: @annamartins Difícil de encontrar é uma banda americana de pequena expressão e muito desconhecida. Mas muito bom som. #TwEnt

annamartins: #TwEnt @vascosoares1 Valeu a pena TwitEntrevistá-lo, Vasco. Percebo agora porque é o *Entrevistado-mor* :)

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Crianças passam 12h/dia no infantário

Colocado por em October 1, 2009  |  3 Comentários

formacao_educadores1Passar demasiado tempo na creche pode deixar as crianças deprimidas, provocar sentimentos de abandono e baixa auto-estima.


Uma entevista para a Agência Lusa (20 de Setembro de 2009), em que tive o prazer de participar.

Alguns locais que publicaram o artigo: Destak / Correio do Minho / Jornal Barlavento / Jornal do Algarve / Algarve Primeiro / Jornal de Notícias / Diário de Notícias / Sapo.pt / Millennium BCP / Terravista / NetMadeira / PontoDigital / Sala dos Professores (clique no nome e veja o artigo)


Agência Lusa

Ao final do dia, os sintomas de muitas horas no infantário começam a revelar-se. “Estão cansados de nos ver, ficam irrequietos, começam a choramingar e a agredir-se uns aos outros”, contou à Lusa Marisa Duarte, educadora e directora da creche Beira-Rio Kids, onde a maioria das crianças passa 10 horas por dia.

Para o pedopsiquiatra Eduardo Sá, estes casos de “revolta” são os mais saudáveis. “Já as crianças que toleram tudo são, normalmente, as que já se cansaram de lutar: estão deprimidas”.

Defendendo como limite razoável seis horas diárias, Eduardo Sá lembra que “dramaticamente, há muitas crianças que passam 12 horas numa creche”, onde “passam tempo de mais num berço, a olhar para um móbil que se movimenta num efeito hipnótico”.

Se a maioria dos infantários portugueses funciona das oito e meia da manhã às sete da tarde, existe ainda “uma percentagem significativa” que funciona mais do que 11 horas. Segundo o Instituto de Segurança Social, são 488 as creches com este complemento de horário.

Mas também há infantários onde as crianças podem ficar até à meia-noite ou toda a madrugada, devido aos horários pouco “tradicionais” dos pais com profissões como polícias, médicos ou funcionários de aeroportos e de centros comerciais.

Mas nem sempre a permanência se deve apenas a impedimentos laborais. “Se estivéssemos abertos até à meia-noite, teríamos crianças até à meia-noite”, diz a directora da creche Beira Rio Kids. Há pais que aproveitam para “ir às compras ou ir tomar um cafezinho com os amigos”.

Também no Jardim dos Catraios, uma creche em Faro aberta até à meia-noite, há “crianças que chegam a fazer 10 a 12 horas”, alerta a directora, Cátia Girão.

“O ideal seria estarem aqui entre cinco e seis horas, para conviverem com outras crianças e depois poderem contrabalançar com a família. Mas há muitos pais que, para pagar as contas, têm de ter dois empregos”, lembra.

O psicoterapeuta e neuropsicólogo Vasco Catarino Soares lembra que “a criança que chega a casa a dormir e sai no dia seguinte de manhã, só viu os pais durante o pequeno-almoço: não tem uma relação significativa com eles”.

“Passar muito tempo fora do contacto com os pais leva a sentimentos de abandono e baixa auto-estima”, acrescenta Vasco Catarino, lembrando que se a situação se prolonga ao longo dos anos “é expectável que vá desenvolvendo a noção de ser abandonado e objecto do desinteresse dos outros”.

“Claro que estamos a falar de comportamentos que se vão desenvolvendo ao longo do tempo. Não será o caso de a criança ficar uma ou duas vezes mais tempo na creche que vai levar a este tipo de reacções”, alerta.



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