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Entrevista a Vasco Catarino Soares para o Jornal DN: Edição Domingo 07 Fevereiro 2010

Colocado por Vasco Soares em February 15, 2010  |  0 Comentários

vcs4No dia 8 de cada mês, já nada restava do ordenado. Em apenas uma semana, Joaquim já tinha gasto os 700 euros em casas de alterne, linhas de valor acrescentado e pornografia. Durante cerca de 13 anos, mês após mês, a situação repetiu-se. Até que, em 2006, a irmã o obrigou a procurar ajuda. Joaquim, agora com 55 anos, viciado em sexo, esteve internado numa clínica de recuperação durante quatro meses, onde aprendeu a lidar com o problema.

Casos como o de Joaquim têm tendência a aumentar, admitem os médicos, devido à queda de muitos tabus ligados ao sexo, sobretudo entre as mulheres. Estima-se que 3 a 6% da população mundial sejam viciados em sexo. “Trata-se de um comportamento impulsivo para compensar um vazio emocional. Na origem podem estar os modos muito severos ou permissivos como se educam os jovens”, descreve Vasco Catarino Soares, psicoterapeuta e director da clínica Insight-Psicologia.

Eduardo da Silva, director terapêutico do Centro Villa Ramadas, clínica onde foram tratadas nove pessoas (todos homens) com esta adição desde 2003, assegura que o problema pode destruir a vida destes doentes. “São indivíduos com pensamentos e comportamentos obsessivo-compulsivos, em que a actividade sexual passa a ser o elemento central definidor da sua personalidade”, indica o responsável. “A pessoa não consegue ter controlo, tornando ingovernável a sua vida. Depois, os sentimentos de vergonha, culpa e repugnância levam a um sofrimento constante.”

Segundo os especialistas, são sobretudo os homens a sofrer desta adição (70 a 80% dos casos), sobretudo dos 25 aos 50 anos. “Os adolescentes também são um grupo propenso, mas não o admitem. Acima dos 50 anos, os níveis de testosterona no homem começam a baixar e por isso também o número de casos”, admite o sexólogo clínico Fernando Mesquita. No entanto, a tendência poderá estar a mudar. “Existe uma maior abertura social quanto ao papel da mulher no sexo, o que pode abrir portas para os comportamentos sexualmente exagerados, como forma de compensar as inseguranças e frustrações”, admite Catarino Soares.

Se para alguns médicos o problema é uma dependência semelhante à das drogas ou do álcool, outros desvalorizam-no. O sexólogo Francisco Allen Gomes, por exemplo, não reconhece a vontade impulsiva de ter sexo como uma adição. “Isso é uma invenção dos tempos modernos. Estes comportamentos eram normais na década de 60. E agora querem dar-lhe o nome de patologia”, acusa.

Joaquim admite que foram anos difíceis. “Quando tinha 20 anos, comecei a ficar atraído pela noite e pelos bares de alterne”, recorda. A morte do pai, há 15 anos, e a facilidade de acesso às contas bancárias da família vieram agravar a situação, dando-lhe carta branca para satisfazer o vício. “Gastava 100 euros por dia, pelo menos três vezes por semana”, confessa, contabilizando um total de largos milhares de euros gastos na época. Todos os dias acordava com o mesmo pensamento: procurava nos classificados dos jornais os anúncios de sexo, e depois de almoço já não se concentrava no trabalho. “Só pensava na hora em que ia sair para procurar satisfazer o desejo”, diz.

Joaquim nunca se casou. Nunca se sentiu capaz de se “agarrar” a um sentimento. “Sofria de distúrbios psicológicos. Isolei-me e afastei-me das pessoas”, conta.

Fernando, de 38 anos, passou pelo mesmo. “Já na adolescência era um rapaz muito activo sexualmente e arranjava parceiras para relações sexuais fortuitas com facilidade”, recorda. “Cheguei a estar com três mulheres na mesma noite, saltando de cama em cama.” O pior, diz, era a visão que as outras pessoas tinham dele. “A minha fama de mulherengo espalhou-se e deixei ter relações estáveis, ninguém confiava em mim.”

“São pessoas inseguras, e como o comportamento sexual desprovido de afectividade não lhes dá o afecto que gostariam de sentir, continuam a procurá-lo em cada novo relacionamento”, adianta Catarino Soares.

O tratamento é longo e, como em qualquer adição, um viciado nunca deixa de o ser. “A adição ao sexo é apenas a ponta do icebergue de um problema emocional profundo. A psicoterapia tem de ser contínua”, defende Eduardo da Silva. “Exploram-se as falsas construções de sexualidade, possibilitando a construção, agora mais saudável, de uma nova sexualidade”, remata Catarino Soares.

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A Mentira nas Relações Conjugais e com as Crianças

Colocado por Vasco Soares em October 30, 2009  |  0 Comentários

Entrevista que me foi solicitada por uma revista nacional.


1. O que pensa da mentira no seio de uma relação? Pensa que em alguns casos as mentiras podem salvar um casamento? Nesse sentido, será aceitável mentir?

No seio de uma relação, em que ambos estão comprometidos e realmente dispostos a investir, a mentira (que põe em causa a relação) é sempre algo de negativo, pois está pode sempre vir a ser descoberta, e aí já existem 2 factores negativos: 1- Ter mentido durante x tempo. 2- O facto de se ter mentido a um dos elementos suscita sempre a dúvida quanto ao investimento e amor que se coloca na relação. Deste modo a mentira dificilmente poderá salvar um casamento. A única coisa que pode salvar é um casamento também ele de mentira. Qual a qualidade de um casamento que tem no seu seio a mentira? Não será melhor sair de um casamento quando não se tem confiança suficiente no outro para lhe contar a verdade?

stress4

2. Em geral, quem mente mais? O homem ou a mulher?

Ambos mentem. Embora o tipo de mentira seja diferente. Os homens mentem mais a respeito de relações extraconjugais. As mulheres relativamente a questões económicas (compras, tratamentos de beleza) e relativamente à relação sexual do casal (desprazer que experimentam).

3. Qual o tipo mais comum de mentira entre os casais?

O tipo de mentira mais comum nos casais prende-se com as relações sexuais. As mulheres com a falta de prazer que sentem na relação. Os homens com a procura de outras parceiras ou de erotismo (pornografia na internet).

4. Como se lida com a mentira numa relação após saber a verdade?

A maior parte das pessoas lida com choque (1ª fase) e depois com conformismo. Por questões de comodismo e falta de confiança em si mesmo (acreditarem que é mais fácil deixar como está do que procurar melhores relacionamentos) estas pessoas acaba por aceitar (mas não realmente) estas mentiras e continuam sem grandes expectativas nas relações. Uma percentagem mais pequena das pessoas não aceitam a mentira (consoante a gravidade) e acabem as relações por esse motivo.

5. Há muita gente a ir às consultas com o motivo de superar uma mentira?

Há muita gente a procurar as consultas psicológicas por causa da mentira. Uns porque foram alvo de mentira (que põem em causa as suas relações). Outros porque mentem e não se sentem bem nesse papel.

Em última análise, o que ambos procuram é uma maior compreensão do porquê. O que levou a que as coisas acontecessem assim. E o que realmente é importante é perceber porque nos mentiram. Teremos nós feito algo que tivesse provocado essa mentira? Ou vivíamos numa relação de mentira?

6. E no âmbito do relacionamento do casal com os filhos. Acha saudável as chamadas “mentiras piedosas”?

Depende do grau da mentira piedosa. Mas por regra sempre que consigamos traduzir a verdade para palavras e formas suaves (mesmo os assuntos mais graves podem ser traduzidos para formas acessíveis às crianças) que possam ser percebidas pela criança devemos optar pela verdade. Todavia, quando essa verdade é dura devemos sempre escolher muito bem as palavras e dar suporte emocional à criança. Assim, construímos uma relação de confiança e dotamos a criança de capacidade para suportar a realidade, pois há o suporte emocional que possibilita a compensação e há um adulto de confiança que não engana e ajuda. Contar uma verdade dura (sem a traduzir) e não dar suporte à criança é altamente cruel. Quando se acha que não se vai conseguir contar a verdade aos filhos, o melhor é pedir ajuda a um profissional de psicologia.

Isto não significa que as crianças tenham que saber tudo. Em especial, no que toca à vida intima do casal. Surgiu nos últimos anos a ideia de que se devia falar da vida do casal aos filhos. Essa ideia não corresponde aos interesses da criança e não é nada saudável, deve sempre existir uma reserva de intimidade em qualquer relação, seja perante os filhos, seja perante terceiros.

7. Há muitos pais que mentem aos filhos?

Sim. É muito comum os pais (mãe e pai) mentirem aos filhos. Grande parte dessas mentiras até nem são muito graves. Mas também é verdade que as crianças sabem que lhes estão a mentir. Deste modo, as crianças também vão aprendendo a mentir, muitas vezes sem necessidade. Vão aprendendo a mentir porque o observam nos adultos e os vão imitando (toda a criança quer crescer e ser adulto).

8. Acha que a criança mais tarde ressentirá esse facto? Ou é o melhor para ela?

Não consigo imaginar muitas situações em que uma mentira possa ser melhor do que a verdade. Mas nas poucas que existem pode-se relatar o mais próximo e acessível à capacidade de compreensão da criança. E à medida que a criança for crescendo, e quando ela perguntar, contar uma versão mais próxima da verdade. A mentira absoluta e fantasiosa tem sempre um impacto negativo a longo prazo. Nem que seja criar um adulto pouco preparado para encarar a realidade. Por outro lado, uma verdade dura contada a seco, sem cuidado ou preparação também pode ter consequências trumáticas.

9. Em assuntos tabu, como a morte ou a sexualidade, os pais tendem a mentir aos filhos? Porquê?

É precisamente nestes temas que os pais tendem a mentir mais aos filhos. Em grade parte fazem-no porque não sabem como falar destas coisas. Muitas vezes também acham que a criança vai ficar muito chocada ou traumatizada. Nestes casos diríamos estar perante um ciclo vicioso. Os pais não sabem falar destes assuntos com os filhos. Os filhos não aprendem a ouvir nem a encarar estas realidades. Quando estes forem adultos também não saberão falar e estar à vontade com estes assuntos. E assim, não os podem transmitir aos seus próprios filhos.

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A Entrevista mais original que me fizeram – TwitEntrevista Alive

Colocado por Vasco Soares em October 13, 2009  |  1 Comentário

TwitEntrevista Alive (entrevista que aconteceu no twitter), ideia original da escritora Ana Martins, que veio dotar o twitter com uma maior utilidade (penso que podemos utilizar o termo).  Aceitei com muito prazer. E não me arrependo.

Aqui fica:

TwitEntrevista Alive
Em 140 caracteres PERGUNTA em 140 caracteres RESPOSTA.
Sempre com a hashtag #TwEnt

TwitEntrevista Alive – Volta esta semana com novo convidado especial:

@vascosoares1 a quem chamei graciosamente de *ENTREVISTADO-MOR*

Timeline Twitter | dia 30 Julho de 2009| às 18h



.oO (Mas o que vou eu perguntar
a quem já tudo foi perguntado?
Se usa cuecas às bolinhas?
Não, não vou por aí…
Meto-me em cada uma!)




Psicólogo Clínico, Neuropsicólogo e Psicoterapeuta. Docente Universitário. Colaborador frequente na Comunicação Social em temas da afectividade e comportamento.
E porque ao Dr. Vasco Catarino Soares chamo entrevistado-mor?
Porque não há quem não o convoque para uma entrevista a cada parecer da sua área. A listagem seguinte de publicações que o solicitaram fala por si. Até para este formato simples de TwitEntrevista Alive (mas que consome muito do tempo que não tem) aceitou amavelmente o convite.

REVISTAS

Pais & Filhos, Sábado, Focus, Exame, Nova Gente, Click In, Happy Woman, Night & Style, Mens Health, Grazia, Notícias Magazine, Visão, Revista Ginkgo, Revista Carteira, Revista Mamãs & Bebés (Membro do comité científico e responsável pelos artigos de psicologia e comportamento)

JORNAIS

Jornal Independente, Jornal Mundo Universitário, Diário de Noticias, Jornal SOL, Jornal de Leiria, Jornal Económico, Jornal Expresso, Jornal Metro, Jornal da Madeira, Jornal 24 horas, Agência Lusa, Jornal de Negócios, Jornal O Ribatejo

SITES

Site Revista Visão, Site SAPO, Site IOL,
Site Millennium BCP, Site RTP, Site Jornal da Madeira,
Site Forum G-SAT, Site Diário Digital, Site Agência Lusa,
Site Jornal de Negócios, Site Solnet, Site AlgarveObserver,
Site Terras do Homem

OUTRAS

Várias participações como especialistas na RTP1, RTP2, RTP N, SIC, TVI, SIC Mulher, SIC Notícias e Rádio Clube Português


Vasco Catarino Soares é o DJ zebra_as_bolinhas na Blip.fm

todas as músicas blipadas durante a TwEnt por Vasco Catarino Soares e Ana Martins

pertencem à playlist zebra_as_bolinhas


Friend of the night – Mogwai


My Foolish Dream – U.F.O.


A seguir sempre pela hashtag #TwEnt ou pelo site twitterportugal.com – que se tem mostrado mais fiável ao volume de tráfego à hora que decorrem as TwitEntrevistas. Link http://twitterportugal.com/topico/TwEnt



TwitEntrevista Alive #3 @vascosoares1 a 30 Julho – Timeline Twitter

.

vascosoares1: @annamartins #TwEnt Vasco Soares apresenta-se

annamartins: #TwEnt @vascosoares1 Olá Vasco, obrigada por ter aceite desafio. Começo com pergunta – certamente nunca respondeu – Psicologia é uma paixão?

vascosoares1: @annamartins #TwEnt Boa Tarde Ana. Oficialmente nunca me tinha feito a pergunta. Uma paixão crescente ao longo do curso de psicologia.

annamartins: #TwEnt @vascosoares1 Nunca *se* tinha feito a pergunta? E depois do curso terminado? Continua?

vascosoares1:@annamartins #TwEnt Continua. As descobertas e o entendimento do humano vão se tornando mais abrangentes e interligadas. Globais. (Cont.)

annamartins: #TwEnt @vascosoares1 Pode continuar o seu raciocínio, Vasco?

vascosoares1: @annamartins É esse o “fogo” que alimenta a paixão. A descoberta e o sentido, cada vez mais abrangente, do comportamento humano. #TwEnt

vascosoares1: @annamartins Depois poder ajudar quem necessita e procura #TwEnt

annamartins: #TwEnt @vascosoares1 Essa paixão transparece-lhe na ponta dos dedos! Adivinho-lhe outra? Música. Descobri no Vasco um excelente DJ.

vascosoares1: @annamartins A música é uma paixão antiga e muito larga. Que inclui muitos estilos. Mas esta é comum a quase toda humanidade #TwEnt

annamartins: #TwEnt @vascosoares1No Blip.fm o Vasco é o DJ zebra_as_bolinhas O sentido de humor é algo que lhe salta da postura correcta do profissional?

vascosoares1: @annamartins Sim. No exercício da psicoterapia o humor permitido é o do paciente. Eu posso acompanhá-lo mas não posso pôr o meu #TwEnt

annamartins: #TwEnt @vascosoares1 Um dia brincou no twitter que ia mudar a profissão para *Entrevistado*. O que nunca lhe foi perguntado, Vasco?

vascosoares1: @annamartins O que nunca me foi perguntado e que gostaria responder. Sobre o que leva a não haver justiça e imparcialidade nos sistemas judiciais#TwEnt

annamartins: #TwEnt @vascosoares1 E o que responderia a essa questão, Vasco?

vascosoares1: para os seguidores da #TwitEntrevista #TwEnt

vascosoares1: @annamartins Não há sistema judicial justo: 1) falta de conhecimento sobre comportamento humano dos agentes 2) autocentrismo deformante #TwEnt

annamartins: E eis que o zebra_as_bolinhas aparece à convocatória! RT @vascosoares1para os seguidores da #TwitEntrevista #TwEnt

annamartins: #TwEnt @vascosoares1 O que o menino Vasquinho queria ser quando fosse grande?

vascosoares1: @annamartins hehehe :) Primeiro: Formula One destruidor de carros. Teenager: filosofer. #TwEnt

vascosoares1: O Velhinho Cantor moderno #TwitEntrevista #TwEnt

annamartins: #TwEnt @vascosoares1 E agora, o que o Vasco quer ser quando for grande?

annamartins: (o zebra é mesmo às bolinhas…) #TwEnt @vascosoares1

vascosoares1: @annamartins Quero escrever um livro sobre psicologia e Justiça e contribuir para essa causa. E ser um velhinho realizado e tranquilo #TwEnt

annamartins: #TwEnt @vascosoares1 Ó Vasco, olhe que ainda ganha menos como escritor que como Entrevistado-Mor!! Para quando o seu livro?

vascosoares1: Os United Future Organization (U.F.O.) Projecto Japonês de alto nível. Um cheirinho aqui. #TwEnt

annamartins: (3 músicas e está a noite [#TwEnt] composta?) @vascosoares1

vascosoares1: @annamartins Para quando for grande. É mesmo para os netos. E claro não vou ganhar dinheiro com isso. #TwEnt

annamartins: #TwEnt @vascosoares1 Como na música do zebra_as_bolinhas, uma casa, um cavalo… Os psicólogos também têm sonhos cor-de-rosa?

vascosoares1: @annamartins Sem forem psicólogos modelos e miss qualquer coisa têm, terão sonhos cor-de-rosa. Eu tenho os normais , legítimos e realistas #TwEnt

annamartins: Uma grande casa, alguns filhos e um cavalo….” #TwEnt @vascosoares1

annamartins: #TwEnt @vascosoares1 Posso fazer uma pergunta indiscreta? (não sobre as cuecas… pleeeease :) ), mas porquê chamar zebra_as_bolinhas?

vascosoares1: #TwEnt Shulman – The Unexpected Visitor. Um visitante inesperado. Vão gostar. É meditativo.

vascosoares1: @annamartins Uma zebra faz parte de uma manada. Ora se ela tiver bolinhas e não riscas é uma zebra distinta, original. Depois é só corresponder. #TwEnt

annamartins: E corresponde. Original. Não faz parte da manada! @vascosoares1 #TwEnt

vascosoares1: @annamartins Obrigado. Educado (musicalmente) por irmã mais velha na pré-adolescência. Muita pesquisa em casas de CD fora do banal. #TwEnt

vascosoares1: #TwEnt Deliciem-se com esta pequena maravilha do Jazz Fusão. Dzihan & Kamien – Before (steno)

annamartins: #TwEnt @vascosoares1 Ora, um passarinho acaba de poisar e segredar-me que vai dar mais uma entrevista, é verdade Senhor Entrevistado-mor?

vascosoares1: @annamartins É verdade. Para Jornal i no próximo sábado. O tema é segredo e antigo. hehehe :) levantar o véu #TwEnt

annamartins: Um psicólogo oferece-as? “Traquilidade e segurança. Ofereço-vos esta. Mereçam-na” @vascosoares1 #TwEnt

vascosoares1: @annamartins Um psicólogo oferece ajuda na reflexão. A pessoa conquista a sua tranquilidade e segurança. A nossa conquista é mais verdade #TwEnt

vascosoares1: #TwEnt The Higher Intelligence Agency – Speech3. Nem toda a gente gosta.

annamartins: #TwEnt @vascosoares1 É possível levantar o véu do secretismo para o i ou teremos de aguardar com tranquilidade?

vascosoares1: @annamartins É possível levantar a ponta do véu. Aqui vai. Quanto mais velho mais gosto de ti. Serve? #TwEnt

annamartins: #TwEnt @vascosoares1 Serve. Para comprar o i a quem não sabe ler nas entrelinhas_as_bolinhas. Vasco, muito obrigada por ter aceite mostrar-se.

vascosoares1: #TwEnt American Analog Set – Taiwan

annamartins: “Costumas pensar em todas as coisas que temes? Estou feliz por te ter perto.” @vascosoares1 #TwEnt

vascosoares1: @annamartins Foi um prazer ter estado aqui. Obrigado a todos os que constroem esta rede e… Um especial para Ana Martins 1st class #TwEnt

annamartins: @vascosoares1 Parafraseando-o, Vasco, se as pessoas que constroem esta rede não fossem interessantes, não teria aceite fazer #TwEnt. Obrigada

vascosoares1: @annamartins A maturidade chega a quem pensa em si próprio, vive os seus medos e conhece as suas limitações. Seremos mais honestos #TwEnt

annamartins: “Hard to find! Hard to find? Hard to find… Esta grande banda também foi difícil de encontrar. Mas valeu a pena.” @vascosoares1 #TwEnt

vascosoares1: @annamartins Difícil de encontrar é uma banda americana de pequena expressão e muito desconhecida. Mas muito bom som. #TwEnt

annamartins: #TwEnt @vascosoares1 Valeu a pena TwitEntrevistá-lo, Vasco. Percebo agora porque é o *Entrevistado-mor* :)

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Gripe A. Mutações Sociais. Entrevista para a Revista Visão.

Colocado por Vasco Soares em August 30, 2009  |  4 Comentários

O Regresso da Vénias.

MED003Para combater a escalada do vírus, os portugueses estão a alterar comportamentos.

Por: Vânia Fonseca Maia

Entrevista a Vasco Catarino Soares, Psicoterapeuta.

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Ao cruzar as portas do hotel Palace, em Lisboa, Maria João surge afável, cumprimentando os hospedes com… uma vénia. O pouco usual gesto de cortesia é o primeiro sinal de que o plano de prevenção da cadeia hoteleira já está em marcha. Fugir ao contacto físico é importante para controlar o contagio da gripe A. «Temos de fazer tudo para evitarmos ficar sem pessoal», afirma o director de Recursos Humanos, Jaime Morais Sarmento, 41 anos. Nem sempre é facil alterar os comportamentos. O psicoterapeuta Vasco Soares, 39 anos, acredita que o segredo é «fazer divulgação esclarecedora, repetidamente».

A avaliar pelos resultados do inquerito da Gripenet, apoiado pela fundação Calouste Gulbenkian, os portugueses estão bem informados. Quase 80% dos inquiridos dizem lavar agora as mãos com maior frequência. E os desinfectantes já são presença constante nas casas portuguesas.

A área da hotelaria é das mais vulneráveis e aos cuidados redobrados na higiéne juntam-se outras medidas de prevenção. No restaurante Adega da Marina, em Lagos, por exemplo, já faz parte da rotina tirar a temperatura antes de entrar ao serviço. Quem tiver febre, «ganha» uma folga.

A preocupação causada pela Gripe A originou também uma corrida às farmácias. O aumento das vendas de máscaras e desinfactantes ronda os 100% – mas a verdade é que, antes, não se vendiam. Contactadas pela VISÃO, algumas das principais farmácias de Lisboa são unânimes nas respostas: as pessoas fazem muitas perguntas, algumas procuram Tamiflu, julgando que é uma vacina… E todas querem máscaras, mas nem sempre se preocupam com a qualidade. As rupturas de stock levam a autênticos périplos pelos vários fornecedores. Os hipermercados do grupo SONAE, para responderem à procura, aumentaram as encomendas, e até criaram estantes especialmente dedicadas aos produtos de prevenção da gripe: álcool, luvas e máscaras. Internamente a empresa tem uma linha de apoio para os colaboradores tirarem dúvidas e entrega kits de prevenção aos trabalhadores que viajam para o estrangeiro.

No estudo da Gripenet, 59% dos inquiridos admitem evitar grandes concentrações de pessoas, quando chegar o Outono. Para combater a ansiedade provocada pela omnipresença do vírus, o psicoterapeuta Vasco Soares faz uma recomendação simples: «Informação. Aumenta o sentimento de domínio e de que se está a fazer tudo o que é possível» para evitar a doença. O alarme provocado pela gripe não cria, por si só, novos hipocondríacos ou comportamentos obsessivo-compulsivos. «Esse tipo de distúrbios são desenvolvidos desde a infância à idade adulta. Os indivíduos agora caracterizados comno obsessivos já o eram antes», esclarece. Mas a receita é a mesma para todos: racionalizar.



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VICIADOS EM SEXO

Colocado por Vasco Soares em July 23, 2009  |  2 Comentários

vasco_soares8Longe do tabu de outros tempos, hoje o sexo é visto e aceite como algo natural. O mais comum é perder a virgindade por volta dos 17 anos, quando o sexo, o desejo e a excitação invadem a mente dos adolescentes. A vivência da sexualidade arranca sem medo de serem criticados ou reprimidos sem pressões éticas ou morais, o que se revela muito positivo para relações sexuais saudáveis.
Aos meios mais vulgares para estabelecer contactos fortuitos como discotecas e bares, juntam-se as novas tecnologias, como a internet e os seus fóruns, tão propícios a ciberrelações e ao cibersexo. O anonimato da rede fomenta fantasias, seja através de chats e correio electrónico ou de pornografia mais explícita. ” O cibersexo é mais uma forma de ir buscar satisfação sem compromissos. Não se tem que ter contacto real com o outro. Não há exigências de compromisso. O que há é o momento e depois cada qual para seu lado. O cibersexo também é utilizado por pessoas que têm dificuldades de contacto e relacionamento mais acessível”, explica o Dr. Vasco Catarino Soares, Psicoterapeuta e Director da clínica Insight-Psicologia. O problema começa quando a fantasia se mistura com a realidade e quando as pessoas se viciam nela.


Por S. Couto
NIGHT & STYLE Nº 20 Junho 2007


O Limite entre o natural e o patológico

A sexualidade é uma função biológica, tão natural como comer e dormir, “temos que encará-la como normal e necessária a vários níveis: emocional, físico, social (procriação)… Todos os seres humanos adultos, com uma sexualidade saudável, procuram no relacionamento sexual a satisfação física e emocional, o orgasmo e a partilha emocional com o outro com quem se tem intimidade e amor”, explica Vasco Catarino Soares. Quando a actividade sexual é abalada por factores físicos ou psíquicos, pode desencadear conscientemente ou não, obstáculos à vida normal de qualquer indivíduo. “Apesar de não existir uma fronteira em termos de número de vezes em que já se pode falar de sexo exagerado, como para todas as compulsões, podemos ter como parâmetro o facto de não existir uma verdadeira compensação emocional duradoura, e o facto de este comportamento – e rituais a ele associados: engate, combinações, encontros, internet… – roubar tempo às actividades normais, como o trabalho, convívio com os amigos e família”, assegura o psicólogo, acrescentando que ” a partir do momento em que o indivíduo não consegue investir na esfera do trabalho, convívio e intimidade podemos falar de uma situação de patologia”. Falamos então de “viciados em sexo” quando a necessidade intensa de actividade sexual interfere com o trabalho e com os relacionamentos, quando a pessoa passa a gastar enormes quantidades de tempo ordinário em vivências sexuais e a negligenciar aspectos importantes da vida quotidiana em áreas sociais, ocupacionais e recreativas. A necessidade de aumentar a intensidade, a frequência, o número ou o risco dos comportamentos sexuais para conseguir o efeito desejado, ou sentir que o efeito diminuiu apesar do mesmo nível de intensidade, da frequência, número ou risco, constitui outros dos critérios indicativos da existência de vício sexual.


Chiu…é segredo

O predomínio do vicio sexual é difícil de determinar, em parte porque os viciados em sexo são pessoas rodeadas de secretismo. Um facto é que o segredo rodeia o mundo do viciado sexual, ” fora da rede de contactos que tem comportamentos semelhantes esta actividade é relativamente secreta. Pode falar-se de sexo mas não do seu exagero, que já não é muito bem visto social e culturalmente. Apesar da sexualidade estar cada vez mais aberta e não existir muita dificuldade em falar dela, os comportamentos exagerados continuam a ser pouco aceites. Até mesmo para os próprios indivíduos, que também podem não estar completamente à vontade com este seu comportamento”, diz-nos o nosso especialista. Quem sofre deste problema sente-se envergonhado, e normalmente as dificuldades em reconhecê-lo, só são ultrapassadas quando surgem problemas a níveis familiares, económicos (muitos recorrem à prostituição para manter o vício), profissionais ou de saúde.
Esta patologia acarreta frequentemente consequências a nível social indicativas da sua existência, como são o caso da perda de amizades e de relações familiares. ” O comportamento sexual pode levar o indivíduo a desligar-se dos seus contactos não sexuais “, da mesma forma, “os contactos sexuais também tendem a não ser duradouros e até acabar em ruptura. O que reenvia para o isolamento, relativamente a relações estáveis e frequentes relações ocasionais e superficiais”, explica Vasco Catarino Soares. A ansiedade, o stress, a vergonha e a culpa são comuns no viciado em sexo que vive constantemente com medo de ser descoberto. O vício progride conduzindo a possíveis situações de depressão. “A nível emocional vai sempre permanecendo o “vazio” o não preenchimento de afectividade que desejariam (como aliás todos os seres humanos). Quanto mais se tenta e menos resultados aparecem, maior é a sensação de ineficácia, de vazio”, esclarece o psicólogo.
Para alguns viciados, pode mesmo chegar ao ponto de substituírem o desejo de interacção sexual com outras pessoas por actividades como a pornografia, internet, masturbação. Quando o viciado sexual se sente confortável para se envolver com outros indivíduos, normalmente procura desconhecidos para sexo anónimo ou um caso extraconjugal. A prostituição é também bastante procurada pelo seu carácter anónimo, voluntário e pela facilidade com que se consegue realizar qualquer fantasia.
Embora no passado, tenha sido frequentemente contextualizado como um problema maioritariamente masculino, actualmente vários autores sugerem que podem também revelar-se nas mulheres, embora manifestando-se de diferentes maneiras. “Também existem mulheres viciadas em sexo. O mecanismo é o mesmo que nos homens. Apesar de no caso das mulheres, e por questões culturais, este comportamento ter que ser mais secreto. No caso feminino falar de conquistas sexuais abertamente é ainda mais censurado socialmente”, esclarece o psicoterapeuta.


O que procuram os viciados em sexo

A conduta sexual compulsiva é indicativa de que algo não está bem noutros âmbitos da vida, além do sexual. “Os viciados em sexo procuram no relacionamento sexual exagerado ( frequência e variabilidade) o orgasmo. Não nos podemos esquecer que se trata de uma compulsão (um comportamento impulsivo para compensar um “vazio” emocional). Ao praticar sexo estas pessoas procuram uma compensação em termos emocionais, que na realidade, de um modo inconsciente, sentem não ter”, comenta Vasco Catarino Soares. Segundo ele, tratam-se de “pessoas inseguras, mesmo que aparentem ser confiantes. As pessoas inseguras não acreditam verdadeiramente que os outros as aceitem ou possam gostar deles, porque se sentem menos capazes emocionalmente. Assim sendo o mais próximo que estão desta aceitação, e o seu comportamento vai no sentido de sentir que são gostados, é o comportamento sexual porque é um acto com a conotação de maior intimidade e aceitação possíveis”.
Os indivíduos viciados em sexo, mais do que uma satisfação física do orgasmo, procuram superar problemas de auto estima, insegurança, afectividade, ansiedade e insatisfação. Apesar de “o comportamento sexual desprovido de afectividade não lhes dar o afecto que gostariam de sentir e assim continuam a procurá-lo em cada novo relacionamento. Mas paradoxalmente também não desejam ficar comprometidos com ninguém”. De facto, os contactos esporádicos são mais frequentes entre os viciados em sexo “como o que vão encontrando nos relacionamentos que têm é apenas o momento do orgasmo e pouco mais, e não há uma verdadeira afectividade, tudo o que vem por arrasto, como as vontades e particularidades dos outros, apenas lhes interessa o relacionamento sexual e não a convivência a dois, nem os desencontros e negociações que a vida de casal exige. Deste modo, acabam por apenas privilegiar os contactos esporádicos, sem qualquer tipo de compromisso duradouro”, afirma o psicólogo.


Onde está o perigo?

Na opinião do Dr. Vasco Soares viver num mundo em que os costumes sexuais se alteram não é motivo suficiente para se ser considerado viciado em sexo. Sair à noite, frequentar discotecas e associar este comportamento ao vício sexual, seria tão extremo como acreditar que por se viver rodeado de bares somos alcoólicos. Efectivamente, bares e discotecas facilitam o sexo casual mas “não é razão para afirmarmos que alguém se torna viciado em sexo apenas por frequentá-los. É necessário existirem determinadas características de personalidade e condicionantes de vida para que alguém se torne viciado em sexo”, clarifica o psicoterapeuta.
Mas será então uma predisposição genética? O Dr. Vasco Catarino Soares explica-nos que os antecedentes familiares não têm que ver com esta conduta, “o que pode influenciar este comportamento em termos de família é a forma muitas vezes errada como a sexualidade é vivida pela família… Os modos muito severos e muito permissivos como se educam as crianças e jovens, que produzem indivíduos com baixa autoestima, podem, associados a uma cultura de promoção do sexo (o marketing moderno apela ao sexo), levar a este comportamento sexual compensatório de inseguranças afectivas”, ou seja, o vício sexual está relacionado, sobretudo, com a insatisfação pessoal com que alguém se depara na vida.
O verdadeiro perigo prende-se com questões de saúde. Falar com um viciado sexual de sexo seguro não lhe diz nada. A procura pelo prazer agrava-se com o risco de contrair doenças sexualmente transmissíveis. “Uma vez que se trata de um comportamento compulsivo, o raciocínio de “tomar precauções” não é prioritário. Numa situação de emergência do acto sexual não havendo contraceptivos este não é inibido e realiza-se na mesma”, explica.
Cada vez mais gente recorre a especialistas por causa deste problema. Há sempre uma solução para quem pretender reconduzir a sua conduta e viver o sexo de forma saudável.



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