Vasco Soares no Debate à Quarta RTPN
Colocado por Vasco Catarino Soares em abril 10, 2009
Já aqui tinha postado acerca deste programa. Comuniquei o convite que me tinha sido dirigido para participar no programa no dia 8 de Abril de 2009, e as espectativas sobre o que iria acontecer neste programa sobre o desemprego e formas de o ultrapassar.
Devo confessar que as minhas espectativas foram superadas. O debate correu muito bem, ao contrário do que é habitual em debates. Todos os participantes estavam empenhados em contribuir realmente para esta situação dificil do desemprego. É certo que o nosso contributo é relativo. Não oferecemos emprego a quem está desempregado. Todavia, acredito que colocamos um pouco mais de óptimismo nas pessoas.
Como sei que isto é verdade?
Tenho recebido comentários nas minhas redes sociais e comentários pessoais a confirmar este facto. Desde pessoas que já estiveram desempregadas até pessoas que não estando, também são sensíveis a esta questão. E o que dizem é que realmente sentiram no “ar” um óptimismo contagiante. Contagiante, pois. Tão contagiante que as pessoas se animaram a dizê-lo.
A atitude que frequentemente uma pessoa que fica no desemprego toma é a de agir depressivamente, ou seja, ficar triste, em baixo, com o seu orgulho e autoestima feridos. Essa atitude tem que ser encarada como normal e adaptada ao acontecimento. Não é adequado, de modo algum, a pessoa reagir a um despedimento com alegria. Mas o que é normal como reacção a uma situação de choque, deixa de o ser quando o período de “recuperação” se eterniza.
Após esta fase de “Luto”, de “chorar a sua perda”, uma atitude mais positiva, mais proactiva é extremamente necessária. Só daqui é que pode resultar a solução.
Escreverei aqui outro artigo em que explorarei mais esta atitude positiva. Este artigo é para descrever o debate em si.
Continuando: A moderadora, Alberta Marques, simpatiquíssima. E muito empenhada igualmente em contribuir. Pelo que demonstrou não era para ela apenas mais um programa. Fez um grande trabalho de bastidores. Questionou as suas redes sociais, procurando saber o que lhes interessava perguntar para que as suas questões fossem o mais próximo do cidadão.
Para finalizar, pois já me estou a alongar, um debate positivo, agradável e útil. Vejam o video aqui em baixo.
Clique na imagem e VEJA O PROGRAMA EM VIDEO








Um debate positivo, sim senhor. De facto quem quiser (e puder) aproveitar uma situação de desemprego para repensar as suas prioridades, adquirir novas competências, partir para outra, etc. tem todas as possibilidades de recuperar e até ultrapassar a qualidade de vida que tinha.
Mas há dois dramas no desemprego: O de quem tinha a vida organizada e equilibrada, e o dos que viviam (vivem) do cartão de crédito.
Acredito que os primeiros dêem a volta por cima. Quanto aos segundos…
Quanto aos segundos pode de facto ser um pouco mais complicado. Mas também não tem muitas alternativas. No bom sentido. Há que sair do abismo e reorganizar a as suas prioridades.
Encontrar formas mais saudáveis de se gradificar, que não sejam apenas adquirir bens (o que leva muita gente à situação de individamento).